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Engenharia Cognitiva

A Engenharia Cognitiva consiste em dois lados na interface: a do próprio sistema e a do usuário. Para representar essa engenharia temos o modelo GOMS – Goals, Operators, Methods and Selection rules (Traduzindo: Metas, Operadores, Métodos e regras de seleção), o qual está baseado no seguinte processo cognitivo: o individuo tem metas a cumprir (escrever um texto), escolhe os operadores para alcançar sua meta (papel, caneta), depois o método a ser utilizado (escrever de baixo pra cima, da direita pra a esquerda…), caso tenha mais de um método a ser utilizado, virão as regras de seleção para definir qual o método mais apropriado para alcançar a meta. Existem também outros modelos de engenharia em IHC baseados no GOMS, como o KLM (Keystroke Level Model), o NGOMSL (Natura GOMS Language) e o CPM GOMS (Cognitive Perceptual Motor GOMS).

No processo de busca da meta (variável psicológica) utilizando-se de mecanismos e estados do sistema (variável física), estão o que Norman chamou de Golfo da Execução e da Avaliação. (vide figura abaixo)

Golfo da Execução são as atividades de formação da intenção, especificação da seqüência de ações e execução da ação através do contato com a interface de entrada do sistema.

Golfo da Avaliação é a comparação da saída do sistema, seu estado após a ação, e a intenção (meta) que o usuário tinha para aquela ação.

Manipulação Direta

O termo “manipulação direta” foi criada por Shneiderman em 1983 para se referir a sistema emergentes como as primeiras planilhas eletrônicas, editores de texto, sistemas CAD, videogames, etc. Nos quais os usuários poderiam utilizar o paradigma de “manipulação direta”, em vez do antigo paradigma de “diálogo”. Em resumo, passou-se do mundo que se “comanda” para o mundo que se “interage”.

Um bom exemplo dessa mudança são os programas WYSIWYGwhat you see is what you get – onde as funcionalidades são disponibilizada através de atalhos/ícones.

Na manipulação direta, existem dois aspectos para medir a diretividade de uma interface: Distância e o Engajamento.

Distância refere-se à distancia entre o pensamento de alguém e os requisitos físicos do sistema em uso.

Engajamento é o sentimento de que se está manipulando diretamente os objetos de interesse.

Independente do paradigma adotado, seja “diálogo” ou “manipulação direta”, há uma “linguagem” da interface. E toda expressão na linguagem da interface tem um significado e uma forma. Essa independência entre forma e significado, para efeitos de análise, permite descrever duas propriedades:

Distância semântica (DS) reflete a relação entre as intenções do usuário e o significado na linguagem da interface.

Distância articulatória (DA) reflete a relação entre a forma física de uma expressão na linguagem de interação e seu significado.

Uma forma de diminuir a DS é fazer a saída do sistema mostrar os conceitos diretamente, em lugar de deixar o usuário computá-los mentalmente. Já a DA é fazer com que os elementos da interface correspondam ao seu significado.

Para ficar mais claro como o golfo da execução e da avaliação/percepção, analise a imagem abaixo que relaciona também a Distância Semântica e Distância Articulatória.

IHC_golfos

março 31, 2009 - Posted by | IHC

11 Comentários »

  1. A Engenharia Cognitiva consiste em saber que dados devem ser coletados, a forma como eles devem ser coletados e analisados para que possam atender a diferentes grupos de pessoas. Utilizando-se de um conjunto de técnicas por meio de entrevistas, busca ativa a esses grupos de pessoas, para que eles possam dizer o que pensam sobre um determinado produto. Quais as vantagens e desvantagens encontradas em sua utilização, enfim o que pode ser melhorado para atender as necessidades dos clientes, para uma maior satisfação pessoal e/ou profissional.

    Comentário por Marcus Tadeu da Silva Alvarenga | novembro 12, 2010

  2. Engenharia Cognitiva

    A Engenharia Cognitiva consiste em saber que dados devem ser coletados, a forma como eles devem ser coletados e analisados para que possam atender a diferentes grupos de pessoas. Utilizando-se de um conjunto de técnicas por meio de entrevistas, busca ativa a esses grupos de pessoas, para que eles possam dizer o que pensam sobre um determinado produto, quais as vantagens e desvantagens encontradas em sua utilização, enfim o que pode ser melhorado para atender as necessidades dos clientes, para uma maior satisfação pessoal e/ou profissional.

    Referência: Slide Eng.Cognitiva.

    Comentário por Marcus Tadeu da Silva Alvarenga | novembro 12, 2010

  3. A Engenharia Cognitiva consiste em um estudo de formas e levantamentos, a serem coletados e apurados para que pessoas possam interpretar e interagir com um sistema, certificando-se que determinados métodos são mais acessíveis e corretos, assim suprindo as escolhas ou necessidades de diferentes tipos de pessoas (usuários). Levantamentos estes elaborados através de pesquisas onde influenciam a ordem dos comandos a serem liberados, a forma em que serão liberados e o resultado meio a satisfação das pessoas (usuários). Um grande ponto positivo deste meio, foi se adaptar do meio de “comanda”, para o meio de “Interage”, onde pode ser ampliado e melhorado o meio de criação de ferramentas (software), para o designer, os deixando mais fáceis de interagir, facilitando e simplificando o uso, para o que se é necessário, assim aumentando ainda mais o interesse pelo produto.

    Referências:
    Slide EngCognitiva e AvaliacaoEngCognitiva

    Comentário por Emerson de Oliveira Medeiros | novembro 12, 2010

  4. Engenharia cognitiva transita nos dois lados da interface (sistemas e usuários). Utilizando metodologias necessárias para a realização das atividades e tem como foco o produto final, simplificando ao máximo o designer do sistema para o melhor entendimento do usuário.

    Existem mecanismos e estados do sistema onde, segundo Norman, ajudam o usuário a entender o que se deve fazer, são golfo da execução e da avaliação. Cabe ao designer do sistema abreviar esses estágios, melhorando assim a usabilidade do sistema. Criado por Shneiderman em 1983 o paradigma da “manipulação direta” veio para substituir o paradigma do “diálogo”, possibilitando assim, a mudança do que se “comanda” para o que se “interage”.

    Comentário por Kledson Andrade Costa | novembro 14, 2010

  5. Complementando um pouco o assunto…

    Segundo Norman, nem sempre a travessia dos golfos é iniciada pelo Golfo de Execução. Um usuário cuja atividade envolva monitorar alguma operação fica observando a saída do sistema até perceber que houve uma mudança, que deve ser diagnosticada para que o usuário possa reagir de acordo, formulando objetivos e intenções. A avaliação inclui não apenas verificar se as ações desejadas foram executadas adequadamente e as intenções satisfeitas, mas se o diagnóstico original foi adequado.

    Comentário por Olavo de Pinho | novembro 15, 2010

  6. “Segundo Don Norman (1986), Engenharia Cognitiva é uma ciência cognitiva aplicada, que busca aplicar o que se sabe desta ciência, no design e na construção de artefatos computacionais com objetivos de entender questões envolvidas no uso de computadores, métodos para tomar decisões mais corretas quanto ao design etc.”

    A Engenharia Cognitiva vem fazer um levantamento de dados para poder adequar o sistema a vários grupos de pessoas, a partir de reações do usuário quanto ao sistema, pois o sistema deve se adequar a suas necessidades e satisfações.

    “Então, partindo do princípio da Engenharia Cognitiva, o objetivo do Designer é desenvolver uma aplicação em que o usuário crie um modelo mental parecido com o qual foi projetafo pelo designer. Para isto foi proposto a Teoria da Ação.

    A Teoria da Ação diz que a interação usuário-sistema deve ser feita através de um ciclo de ações. Esse ciclo se divide em dois Golfos, o Golfo de Execução (Formulação da Intenção, Especificação da Sequência das Ações, Execução) e o Golfo de Avaliação (Percepção, Interpretação, Avaliação).”

    Ou seja o Designer deverá manipular a mente do usuário, intendendo suas intenções e manipulando suas ações, para o resultado final se torne satisfatório. (Olha Gestalt ai…).

    Comentário por Evaldo Garcia Paula | novembro 15, 2010

  7. A engenharia cognitiva compreende os fatores psicológicos e físicos, onde o físico seria um sistema e o psicológico a intenção de realizar uma tarefa, mas que existe somente na mente do usuário. Um sistema físico pode ser manipulado, alterando seu estado ou suas variáveis, sendo assim, o usuário adequa as variáveis do sistema físico ao seu psicológico para que o resultado seja a alteração do estado do sistema físico, lógico que para a alteração do estado é necessário funções que relacionem as variáveis e as mudanças de estado.
    Quanto aos golfos (Execução e Avaliação), cabe ao designer adequar as funções de uma maneira que o usuário possa interpretá=las e relacioná-las com o seu psicológico ou simplesmente criar planos e sequências de ações que tornem o sistema físico menos complexos.
    É fato que a Engenharia cognitiva e mais que o descrito acima, basta se encontrar com alguma torneira ou chuveiro pela primeira vez que começaremos uma análise sobre como abrir, controlar fluxo de água ou temperatura, e a partir desse momento estaremos organizando métodos para compreender as variáveis.

    Comentário por Michell da Silva Polastrelli | novembro 15, 2010

  8. Galera, obrigado pela contribuição de vocês para complementar o texto.

    Um abraço a todos!

    Comentário por Marco Rosner | novembro 15, 2010

  9. A cognição pode ser contextualizada como tipos de processos específicos: atenção, percepção e reconhecimento, memória, aprendizado, leitura, fala e audição e, resolução de problemas, planejamento, raciocínio e tomada de decisão. Portanto, a Engenharia Cognitiva é uma área que tem como objetivo compreender os princípios fundamentais das atividades humanas e dos processos que são relevantes, de forma a projetar um sistema que suporte efectivamente estas atividades. Golfo de Execução: é a diferença entre as intenções e as ações. Golfo de Avaliação: reflete a quantidade de esforço que a pessoa (usuário) deve exercer para interpretar o estado físico do sistema e para determinar como bom as expectativas e as intenções foram.

    Comentário por Sylvio Sebastião Malacarne Júnior | novembro 16, 2010

  10. A Engenharia Cognitiva incide em uma disciplina relacionada a sistemas computacionais, baseia-se no pensamento, ou seja, na forma que o usuário irá interpretar e interagir com um sistema. Segundo Don Norman (1986), Engenharia Cognitiva é uma ciência cognitiva aplicada, que busca aplicar o que se sabe desta ciência, no design e na construção de artefatos computacionais com objetivos de entender questões envolvidas no uso de computadores, métodos para tomar decisões mais corretas quanto ao design etc.
    A engenharia cognitiva apoiar o design de sistemas interativos estará concentrada na elaboração de modelos cognitivos genéricos que permitem aos de uma área que tem como objetivo compreender os princípios fundamentais das atividades humanas e dos processos que são relevantes, de forma a projetar um sistema que suporte efetivamente estas atividades.

    Comentário por Jussara | novembro 16, 2010

  11. Segundo (Norman, 1986), há duas maneiras de abreviar a travessia entre os Golfos: aproximar o sistema do usuário, ou aproximar o usuário do sistema.
    A 1ª consiste na formulação da intenção do usuário, ou seja, independente dos diferentes níveis de habilidade e conhecimento a interface deve auxiliar o usuário a alcançar o resultado esperado com a funcionalidade.
    A 2ª consiste no enganjamento do usuário no planejamento da interface aonde o mesmo acompanhará desde a construtução da Intenção até as sequências de ações.

    Comentário por RÉGIS JOSÉ MONTEIRO DEBONA | novembro 16, 2010


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