It’s knowledge, baby

Welcome to the jungle!

Sentimentos

Sentir. Sentir é provar do néctar da vida, é a essência da vida. O sentimento é verdadeiro, não quando apenas falado ao leu para acalentar corações sofridos e/ou desejosos de belas palavras, mas sim aquele que alimenta a alma e aquece o coração. O sentimento verdadeiro ultrapassa barreiras, ultrapassa condições financeiras, distância, tempo…

Aprender a viver é também aprender que sentimento não só trás alegrias, trás também saudades de um tempo que não volta, trás emoções um dia sentidas, trás realidade um dia vivida, trás átona o sentimento outrora vivido. O sentimento, ao qual me refiro, pode ser chamado de amor, por uns, de paixão, por outros, de carinho, por alguns, e de cuidado, por aqueles mais arredios por palavras mais emotivas.

Sendo o que for, hoje eu só quero sentir, quero saber que estou vivo e que vivi emoções/situações que valeram a pena estar vivo. E quero mais. Quero que as pessoas a quem eu tive algum sentimento que elas compartilhem desse meu querer: Que vivam! Que sintam! Que sejam felizes! =)

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setembro 14, 2012 Posted by | Textos | , , , , | Deixe um comentário

Momentos

Momentos.

A vida é feita de momentos,
A vida é feita de fragmentos
Não é uma história sem fim
Não existe apenas um ponto final

.

A vida é hilária, é triste, é vaga
Mas esta mesma vida é chata, é alegre e é completa
Mas como pode ser tão antagônica?
Como pode ser tão incerta?

.

Engana-se os apaixonados que seu amor é eterno
Engana-se os solteiros que sua solidão é eterna
A vida é feita de momentos
A vida é feita de fragmentos

.

O seu casamento não é eterno, aproveite os fragmentos
Os seus pais não são eternos, aproveite os momentos
Os seus filhos não são eternos, aproveite os fragmentos
O seu trabalho não é eterno, aproveite os momentos

.

Aprenda a valorizar o momento agora
Aprenda que o que realmente importa é o caminho
E não o objetivo, este é apenas um fruto, um resultado

.

A vida é completa quando é cheia de erros
Cheia de aprendizados,
Cheia de momentos tristes e alegres

.

A vida é completa, quando vivemos suas partes
Quando apreciamos suas imperfeições
Quando apreciamos suas incertezas

.

Lembre-se que o próximo momento, pode não vir
O próximo ponto final, pode ser o último.
O próximo momento, pode não ser o planejado
A sua vida não pode ser a próxima!

Marco Rosner

Nota do autor:

Não fiz isso como um poema, um conto, uma música, apenas fiz. Não me importa o que é, me importa como foi feito, queria um texto e saiu “isso”! Espero que gostem! =)

Try something new today!

agosto 24, 2011 Posted by | Textos | , , , , | 2 Comentários

Nordestino

Cultivado entre os cascalhos do chão seco e as cercas de aveloz que se perdem no horizonte, cresceu, forte e robusto, o meu orgulho de pertencer a esse pedaço de terra chamado Nordeste.

Sou nordestina. Nasci e me criei no coração do Cariri paraibano, correndo de boi brabo, brincando com boneca de pano, comendo goiaba do pé e despertando com o primeiro canto do galo para, ainda com os olhos tapados de remela, desabar pro curral e esperar pacientemente, o vaqueiro encher o meu copo de leite, morninho e espumante, direto das tetas da vaca para o meu bucho.

Sou nordestina. Falo oxente, vôte e danou-se. Vige, credo, Jesus-Maria e José! Proseio com minha língua ligeira, que engole silabas e atropela a ortoépia das palavras. O meu falar é o mais fiel retrato. Os amigos acham até engraçado e dizem sempre que eu “saí do mato, mas o mato não saiu de mim”. Não saiu mesmo! E olhe: acho que não vai sair é nunca!

Sou nordestina. Lambo os beiços quando me deparo com uma mesa farta, atarracada de comida. Pirão, arroz-de-festa, galinha de capoeira, feijão de arranca com toucinho, buchada, carne de sol… E mais uma ruma de comida boa, daquela que, quando a gente termina de engolir, o suor já está pingando pelos quatro cantos. E depois ainda me sirvo de um bom pedaço de rapadura ou uma cumbuca de doce de mamão, que é pra adoçar a língua. E no outro dia, de manhãzinha, me esbaldo na coalhada, no
cuscuz, na tapioca, no queijo de coalho, no bolo de mandioca, na tigela de umbuzada, na orêa de pau com café torrado em casa!

Sou nordestina. Choro quando escuto a voz de Luiz Gonzaga ecoar no teatro de minhas memórias. De suas músicas guardo as mais belas recordações. As paisagens, os bichos, os personagens, a fé e a indignação com que ele costurava as suas cantigas e que também são minhas. Também estavam (e estão) presentes em todos os meus momentos, pois foi em sua obra que se firmou a minha identidade cultural.

Sou nordestina. Me emociono quando assisto a uma procissão e observo aqueles rostos sofridos, curtidos de sol do meu povo. Tudo é belo neste ritual. A ladainha, o cheiro de incenso. Os pés descalços, o véu sobre a cabeça, o terço entre os dedos. O som dos sinos repicando na torre da igreja. A grandeza de uma fé que não se abala.

Sou nordestina. Gosto de me lascar numa farra boa, ao som do xote ou do baião. Sacolejo e me pergunto: pra quê mais instrumento nesse grupo além da sanfona, do triangulo e da zabumba? No máximo, um pandeiro ou uma rabeca. Mas dançar ao som desse trio é bom demais. E fico nesse rela-bucho até o dia amanhecer, sem ver o tempo passar e tampouco sentir os quartos se arriando, as canelas se tremelicando, o espinhaço se quebrando e os pés se queimando em brasa. Ô negócio bom!

Sou nordestina. Admiro e me emociono com a minha arte, com o improviso do poeta popular, com a beleza da banda de pífanos, com o colorido do pastoril, com a pegada forte do côco-de-roda, com a alegria da quadrilha junina. O artista nordestino é um herói, e nos cordéis do tempo se registra a sua história.

Sou nordestina. E não existe música mais bonita para meus ouvidos do que a tocada por São Pedro, quando ele se invoca e mete a mãozona nas zabumbas lá do céu, fazendo uma trovoada bonita que se alastra pelo Sertão, clareando o mundo e inundando de esperança o coração do matuto. A chuva é bendita.

Sou nordestina. Sou apaixonada pela minha terra, pela minha cultura, pelos meus costumes, pela minha arte, pela minha gente. 

Só não sou apaixonada por uma pequena parcela dessa mesma gente que se enche de poderes e promete resolver os problemas de seu povo, mentindo, enganando, ludibriando, apostando no analfabetismo de quem lhe pôs no poder, tirando proveito da seca e da miséria para continuar enchendo os próprios bolsos de dinheiro.

Mas, apesar de tudo, eu ainda sou nordestina, e tenho orgulho disso. Não me envergonho da minha história, não disfarço o meu sotaque, não escondo as minhas origens. Eu sou tudo o que escrevi, sou a dor e a alegria dessa terra. E tenho pena, muita pena, dos tantos nordestinos que vejo por aí, imitando chiados e fechando vogais, envergonhados de sua nordestinidade. Para eles, ofereço estas linhas.

Creditado a Sheila Raposo – Jornalista

Colaboração de Chimene Chiara =*

julho 6, 2011 Posted by | Textos | , | Deixe um comentário

Recomendação de leitura #2

Pessoal, esse terceiro post da série recomendação de leitura saiu atrasado por conta de uma viagem que fiz para BH e que irá render um post, espero que vocês gostem dos textos:

  1. Não comente seu código
  2. Redes virtuais, depressão real
  3. Salários justos no setor público ou de como o Brasil precisa de mais engenheiros e professores e menos advogados

Citações:

“Qualquer tolo consegue escrever código que um computador entenda. Bons programadores escrevem código que humanos possam entender.” (Martin Fowler)

“Sempre codifique como se o programador que vai dar manutenção no seu código fosse um serial killer maníaco que sabe onde você mora.” (autor desconhecido)

junho 16, 2011 Posted by | Computação, Textos | , , , , , | 3 Comentários

Recomendação de leitura #1

Os textos dessa sexta são desde humor, passando pela uma dos vídeos mais comentados dos últimos dias na internet brasileira via uma entrevista da professora Amanda Gurgel (muito legal seu posicionamento!), até informações sobre bolsas com vínculo empregatício e um brever overview do conceito Elevator Pitch, vale a pena conhecer.

Enjoy it and don’t live with broken windows!

  1. Sem título
  2. “Não entendo essa repercussão”
  3. CAPES e CNPq anunciam anulação do ofício circular que cancelava bolsas com vínculo empregatício.
  4. The perfect (Elevator) Pitch
  5. The art of the Elevator Pitch: 10 great tips

Broken Window Theory

In inner cities, some buildings are beautiful and clean, while others are rotting hulks. Why? Researchers in the field of crime and urban decay discovered a fascinating trigger mechanism, one that very quickly turns a clean, intact, inhabited building into a smashed and abandoned derelict .

A broken window.

One broken window, left unrepaired for any substantial length of time, instills in the inhabitants of the building a sense of abandonment—a sense that the powers that be don’t care about the building. So another window gets broken. People start littering. Graffiti appears. Serious structural damage begins. In a relatively short space of time, the building becomes damaged beyond the owner’s desire to fix it, and the sense of abandonment becomes reality.

The “Broken Window Theory’’ has inspired police departments in New York and other major cities to crack down on the small stuff in order to keep out the big stuff. It works: keeping on top of broken windows, graffiti, and other small infractions has reduced the serious crime level.

Don’t Live with Broken Windows

Don’t leave “broken windows’’ (bad designs, wrong decisions, or poor code) unrepaired. Fix each one as soon as it is discovered. If there is insufficient time to fix it properly, then board it up. Perhaps you can comment out the offending code, or display a “Not Implemented” message, or substitute dummy data instead. Take some action to prevent further damage and to show that you’re on top of the situation.

We’ve seen clean, functional systems deteriorate pretty quickly once windows start breaking. There are other factors that can contribute to software rot, and we’ll touch on some of them elsewhere, but neglect accelerates the rot faster than any other factor.

You may be thinking that no one has the time to go around cleaning up all the broken glass of a project. If you continue to think like that, then you’d better plan on getting a dumpster, or moving to another neighborhood. Don’t let entropy win.

Fonte: Software Entropy

maio 20, 2011 Posted by | Administração, Colaboração, Computação, Textos | , , , , , | Deixe um comentário

Recomendação de leitura

Pessoal,

Hoje (era pra ser sexta-feira passada) começo essa serie de recomendação de leitura com livros, artigos, notícias e qualquer coisa que eu ache bacana e queria divulgar aqui pra vocês =) (Aceito recomendações de vocês também). Me desculpem pelo atraso, este post já estava pronto só esperando mais textos. O último li hoje e estou publicando pra vocês.

Obs.: Os textos publicados aqui vão desde a área de gerenciamento pessoal e profissional a criticas à sociedade, passando por um conselho no melhor estilo Augusto Cury (Água com açúcar, mar uma grande verdade!):

  1. O poder do checklist
  2. Hibernate [1] e [2]
  3. Tapacurá 2.0
  4. Nenhuma escola é uma ilha

Minimamente Feliz 

A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida.

Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.

Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.

‘Eu contabilizo tudo de bom que me aparece’, sou adepta da felicidade homeopática. ‘Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo.

Alguns crescem esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural: ‘Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos Agora, se descobre que dá pra ser feliz no singular: ‘Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura felicidade. Olho a paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível’.

Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando: ‘Comigo mesma’, respondeu. ‘Adoro conversar com pessoas inteligentes’.

Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.

Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha ‘dieta de felicidade’ o uso moderadíssimo da palavra ‘quando’. Aquela história de ‘quando eu ganhar na Mega Sena’, ‘quando eu me casar’, ‘quando tiver filhos’, ‘quando meus filhos crescerem’, ‘quando eu tiver um emprego fabuloso’ ou ‘quando encontrar um homem que me mereça’, tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje. Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria Beckham? Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades.

Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. Que digam.

Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera.

Creditado a: Leila Ferreira, jornalista

maio 17, 2011 Posted by | Administração, Computação, Textos | Deixe um comentário